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A velocidade da grama
Por José Nilton Dalcim
28 de junho de 2017 às 21:40

Rápida ou lenta? A discussão sobre qual será a velocidade da grama de Wimbledon já começou nos bastidores e forçou o All England Club, proprietário e organizador do centenário torneio, a antecipar explicações. O site oficial conta que estudos mostraram que uma nova composição na textura tornaria a grama mais resistente e esse padrão foi adotado em 1995.

“A velocidade da quadra é afetada por uma série de fatores, como a compactação geral do solo ao longo do tempo, bem como o clima antes e durante o evento”, diz o texto oficial. “A bola parecerá mais pesada e mais lenta em um dia frio e úmido e, inversamente, mais leve e mais rápida em dia quente e seco. A altura do quique da bola é amplamente determinada pelo solo, não pela grama”, enfatiza o Club, que reconhece ter deixado a base mais ‘dura e seca’ para ‘permitir 13 dias de jogos’.

Para que tudo isso funcione, a grama tem de ser aparada todo santo dia para estar com exatos 8 milímetros de altura. O Club também garante: “Não houve alterações na especificação da bola desde 1995, quando foi feita uma alteração muito mínima na compressão”.

Não encontrei até agora, nem no material oficial, nem na imprensa britânica, referência quanto à troca total de grama da Quadra Central que estava programada para 2017, já que a última aconteceu em 2007 e o prazo tradicional é de 10 anos.

Rumo aos 500 mil?
Wimbledon é apontado como o maior eventual de realização periódica anual do calendário esportivo europeu. E foi de longe o evento que mais público reuniu no ano passado, quando foi atingida a marca recorde de 494 mil ingressos vendidos em 14 dias de competição, já que foi usado o tambéo o ‘domingo do meio’.

Isso supera o público do GP de Fórmula 1 (327 mil em três dias), a corrida de cavalos Royal Ascot (295 mil em cinco dias), o Cheltenham Festival de cavalos de corrida (261 mil em quatro dias). O quinto lugar também pertence ao tênis, com o ATP Finals (252 mil pessoas em oito dias).

Números  e fatos
– Lotação máxima permitida no Club por dia é de 39 mil espectadores nos dias de jogos.
– As 27 toneladas de morangos chegam em lotes diários, exatamente às 5h30, para inspeção. Uma porção com 10 morangos custa 2,5 libras (cerca de R$ 12 reais).
– Também são consumidos 300 mil xícaras de café ou chá, 250 mil garrafas de água, 190 mil sanduíches, 15 mil bananas, 12 toneladas de salmão e 150 mil taças de champanhe.
– Desde 1922, apenas sete edições de Wimbledons ficaram totalmente livres de chuva: 1931, 1976, 1977, 1993, 1995, 2009 e 2010. O ‘Middle Sunday’, que deveria ser dia de descanso, foi usado as edições de 1991, 1997, 2004 e 2016.
– As lonas que cobrem a Quadra Central pesam uma tonelada e são puxadas por 16 homens em exatos 30 segundos.
– A Rainha só esteve no Royal Box em 1957, 1962, 1977 e 2010.
– Slazenger é a bola oficial desde 1902. São oferecidas 52.200 bolas, sendo 20 mil para treinos e quali, todas armazenadas a 20 graus. Cada bola é testada manualmente para quique, peso e rigidez.
– Serão encordoadas 2 mil raquetes nas duas semanas.
– A final masculina Murray x Raonic foi vista por 13,3 milhões de pessoas na Grã-Bretanha, com audiência de 69% dos aparelhos ligados.
– O aplicativo para celulares de Wimbledon foi baixado 1,5 milhão de vezes.
– 40 quadras de grama são colocadas à disposição dos jogadores, sendo 22 para treino. Detalhe: não existe a quadra número 13.
– ‘Rufus’ é um falcão treinada especialmente para afastar os pombos do Club.
– O ‘hawk-eye’ está disponível nas seis quadras principais.
– A Quadra 1 também terá teto retrátil a partir de 2019.

Grupo TenisBrasil
Nesta sexta-feira, quando acontece o sorteio das chaves de Wimbledon, TenisBrasil coloca em funcionamento seu grupo especial no ‘Whatsapp’, com o intuito de criar mais um largo espaço interativo para discutirmos tênis, com comentários mas também muita informação especial e exclusiva.

Para se juntar ao Grupo TenisBrasil, é só adicionar o número (11) 98846-6668. Estarei lá com participação frequente.

Dia australiano
Por José Nilton Dalcim
20 de junho de 2017 às 19:29

A Austrália já foi uma potência no tênis, ainda mais quando se fala em quadras de grama. Esse passado tão rico de troféus pôde ser relembrado nesta terça-feira com dois feitos da nova geração. Jordan Thompson, 23 anos, e Tanasi Kokkinakis, de 21, eliminaram justamente os dois finalistas do Queen’s Club do ano passado.

Thompson talvez seja até mais surpreendente, ainda que seja um jogador em evolução. Está longe de ser um gigante das quadras, com 1,83m, e apesar do saque afiado é um jogador que gosta mais de trabalhar no fundo de quadra. E foi justamente ali que ele derrotou o pentacampeão Andy Murray. Firme nas trocas, muito veloz para defender, inteligente para contraatacar.

Kokkinakis é 13 centímetros mais alto e sempre se mostrou um tremendo sacador, ainda que se mexa mal no fundo e seja inconsistente. Não obteve um único break-point, mas ganhou os dois tiebreaks disputados contra Milos Raonic, sua primeira vitória sobre um top 10. Todo mundo sabe que o garoto passou maus bocados depois da cirurgia no ombro no final de 2015 que o tirou do circuito praticamente por 19 meses, somando-se ainda a dois estiramentos musculares sérios, o mais recente no abdômen.

Se para Raonic a temporada é de altos e baixos, mas com algumas campanhas dignas, para Murray a derrota inesperada é uma ducha gelada, justamente quando ele vinha de um Roland Garros decente e animador. Esperava-se que a volta à grama lhe trouxesse de volta a confiança, porém o que vimos foi novamente um escocês cheio de dúvidas, preso no fundo de quadra vitimado por um forehand pouco produtivo.

Murray será o cabeça 1 em Wimbledon e terá de fazer uma campanha idêntica a Rafael Nadal para não perder a liderança, já que os dois começarão o Grand Slam separados por míseros 105 pontos, ao retirarmos os 2 mil que o escocês tem de defender. A perda da liderança parece cada vez mais uma questão de tempo. Até aqui, Murray somou menos da metade dos pontos de Roger Federer (1.930 a 4.090) e 29% do que Rafa acumulou desde janeiro (6.915).

E por falar em Federer, uma vitória rotineira na estreia de Halle. Sacou bem, se mostrou firme na base e dominou como quis o japonês Yuichi Sugita, que não tem cacoete para a grama. Agora, vem um teste dos bons: o canhoto e voleador Mischa Zverev, que acaba de entrar para o top 30. A vitória tem importância dobrada, já que poderá dar ao suíço a condição de cabeça 4 em Wimbledon, derrubando Stan Wawrinka, segundo projeções do ‘ranking da grama’.

Stan, aliás, teve a dificuldade imaginada contra Feliciano López. Não jogou de todo mal, mas ficou claro que depende demais do primeiro saque na grama. A devolução não funcionou jamais e foram poucas as tentativas de fazer voleios improvisados. Não sei se Paul Annacone conseguirá corrigir isso em duas semanas. Não entendi o motivo de ele usar tão pouco o slice, um golpe valioso nesse piso.

Nos torneios femininos, vimos a queda de Bia Haddad para uma esperta Shelby Rogers. A brasileira fez um bom primeiro set, muito firme no saque e bem agressiva, e deu um mínimo vacilo no tiebreak. A americana tem predicados na grama, com serviço e golpes com pouco efeito e muito bem colocados. Boa experiência para Wimbledon. E que o sorteio nos ajude.

Já o retorno de Vika Azarenka vinha bem no primeiro set, mas esbarrou em alguns erros e agora ela está à beira da derrota diante de Risa Osaki, que vai sacar para fechar o placar nesta quarta-feira. Claro que a grama nunca é o piso ideal para um retorno, ainda mais tão longo, pela dificuldade em se achar o ritmo ideal. Vika precisa de paciência.

Quem vence Wimbledon? Vale camiseta Wilson
Por José Nilton Dalcim
9 de julho de 2016 às 12:15

IMG_0953Wimbledon vai coroar um bicampeão ou teremos enfim um novo vencedor de Grand Slam? Momento ideal para mais um desafio do Blog do Tênis, que vai dar uma camiseta WIlson para o primeiro e o segundo colocados em homenagem a Milos Raonic.

Vote então no vencedor, placar e duração da partida, conforme modelo abaixo. Claro que vale primeiro o vencedor; entre os que acertarem, o placar que mais bem explicar o andamento do jogo; por fim, para desempate, o tempo de jogo.

Caso queiram (e devam) fazer comentários sobre a rodada, escrevam e opinem exclusivamente no post abaixo ou no que virá no final de tarde. Deixem aqui somente os palpites numéricos. Fica mais organizado.

A votação se encerra quando for dado o primeiro saque do domingo. Jogo previsto para 10h (de Brasília). E, é claro, se ganhar alguém de fora do Brasil, terá de indicar um endereço no país para receber o prêmio.

Importante: são permitidos palpites pelo Facebook oficial do site TenisBrasil, mas não valem palpites por email. O divertido aqui é justamente todo mundo poder conferir a aposta dos demais.

Se possível, seguir o modelo abaixo, o que facilita muito na hora da apuração:

Murray vence Raonic, 3 sets a 1, parciais de 6/4 6/4 4/6 6/4, em 3h15.